ceticismo e afins.

Olha só, uma das coisas de que podem me acusar é de ser cética e de, ao menos tentar, pensar com racionalidade.

É por isso que eu dificilmente acredito em teorias conspiratórias, etc. Na verdade nunca encontrei uma boa o suficiente para acreditar, mas enfim.

Agora mesmo acabei encontrando por acaso um canal no youtube que postou alguns vídeos falando sobre algumas famosas teorias. As de sempre, atentado 11/09, Paul Mccartney morto, Lady Di assassinada, Elvis vive. Tudo bullshit!

Nesse mesmo canal tinha um vídeo postado pra falar sobre o misterioso caso da passagem de Dyatlov – google it – que é um caso bem interessante em pelo menos um ponto (o motivo pelo qual eles tiveram de sair das barracas sem estarem vestidos pra temperatura externa).

Acontece que o vídeo em questão praticamente só comentava sobre um ”mockumentary” (documentários falsos que misturam ficção e realidade, como o famigerado sereias, e o dos dragões e megalodon) do DC que discorria sobre o assunto e finalizava concluindo que os montanhistas haviam na verdade sido atacados por um Menk, ou yeti, russo. Dá pra acreditar nisso?

O meu ponto é o seguinte… como é mais plausível alguém acreditar que existe um ser humanóide de 3 metros de altura vivendo em um local remoto – mas não tão remoto assim a ponto de não nenhuma pessoa vivendo lá – do que em pessoas morrendo de hipotermia?

Really? Tá, vamos supor que antigamente algumas espécies pudessem passar despercebidas, principalmente as marinhas, mas hoje em dia, com satélites, exploradores querendo de todo jeito catalogar espécies novas e conseguir incentivo financeiro para pesquisas, etc, isso fica bem difícil de aceitar. Lembrando que o caso citado ocorreu na década de 50/60.

E sempre acabam finalizando o assunto dizendo que o governo brecou as pesquisas e destruiu os documentos ou que a informação vai ser divulgada aos poucos e bla bla bla. Sempre a mesma ladainha!

Assim, por qual motivo o governo manteria uma nova espécie escondida? Tipo, vamos supor que os yetis existam mesmo e vivam nas áreas congeladas da Rússia, e que algumas pessoas já o registraram mas o governo tem mantido sigilo sobre o caso, porque um explorador cientista aceitaria isso? Jamais aceitariam. A comunidade científica não quer esconder, eles querem divulgar e conseguir reconhecimento na área, é para isso que eles existem, para descobrir algo. Tá, pode haver alguma exceção nesses casos, mas não sei como a descoberta de um yeti poderia prejudicar o governo de um país, na verdade só ajudaria, imagina, eles poderiam explorar a nova descoberta, fazer como a Austrália com os cangurus e a Nova Zelândia com os kiwis.

Cadê o senso critico dessas pessoas que nem vão pesquisar sobre opiniões divergentes para contrabalancear e ver quais são as mais plausíveis?

Um outro exemplo é o do HC, no programa Alienígenas do passado onde eles consideram que tudo do mundo antigo foi construido por aliens quando na verdade tudo é perfeitamente possível de ser produzido com algumas ferramentas tais como fio de cobre, alavancas, etc.

É muito sensacionalismo barato e muita gente alienada com preguiça de buscar novas informações. Cansativo!

O meu pensamento é: se algo precisar de muita elaboração como por exemplo países fazendo acordos escondidos e envolvendo muita gente, muito dinheiro, muitos projetos secretos, criaturas sendo escondidas por séculos ou invasões alienígenas, é por que as chances de serem ficção são grandes. Na duvida, sempre vá pelo caminho mais fácil. Por isso que pra mim é muito mais fácil aceitar que atentados terroristas são atentados terroristas e não conspirações internas de um país pra achar uma desculpa para invadir um outro e então chegar a outro para roubar petróleo – que já havia sido invadido anteriormente por outros motivos bem mais caras-de-paus do que isso.

Mas claro, a realidade é bem chatinha mesmo, mas é o que temos, e é por isso que eu leio muitos livros de ficção.

mais um desabafinho.

Eu sigo uma youtuber que gosto muito. Nem vou dizer quem é.

Mas assim, ás vezes acho que ela força demais algumas coisas.

Por exemplo, ela é fã do Arctic Monkeys. Ok. Eu também gosto deles… desde 2005.

Daí uma vez ela disse em um vídeo que estava surpresa com a quantidade de pessoas curtindo a banda, que antigamente no tumblr dela eram poucos reposts e naquele momento eram muitos. Complementou dizendo ‘eu também divulguei muito eles’.

Como assim, xuxu? Seu tumblr é parâmetro oficial para saber quantas pessoas gostam de AM? Você divulgou eles? Você é a responsável por eles serem famosos no Brasil? Se você os conhece é porque eles já eram famosos muito antes, babe.

Aí agora em um outro vídeo ela estava falando das tão famosas botas OTK – Vivian Ward feelings. Que são moda há umas boas temporadas já. Ano retrasado eu já tinha uma dessas botas, elas ficam sumidas um tempo e retornam com tudo no inverno. Tipico!

Bom, no vídeo ela comentou das botas e disse ‘que eu adoro, mas o que tá acontecendo gente, tá todo mundo usando agora’. Mais uma vez ela usa algo conhecido e se diz surpresa por outras pessoas também conhecerem e desfrutarem.

É muita petulância desse povo que gosta de coisas que já são de alguma forma conhecidas, mesmo que sejam conhecidas por serem estranhas ou incomuns, e se sentirem diferentes por isso. Não é como se ela fosse dessas pessoas que sempre apresentam algo novo… é como se ela gostasse da mesma coisa que as pessoas ditas diferentes gostam, mas não num nível mainstream. E quisesse nos mostrar isso como se fosse novo, diferente e tals, só que não, é algo que todo mundo já conhece, tipo o Bukowski. Vamos combinar que o velho Buk é bem conhecido mundo afora, bem vendido e comentado, muita gente não gosta do estilo dele, nem todo mundo lê ou já leu os livros dele, mas certamente uma grande parte já ouviu falar. Woody Allen a mesma coisa, muita gente não aprecia o humor judeu dele mas todo mundo já ouviu falar do cara. Arctic Monkeys, Strokes, filmes indies que já são conhecidos etc etc etc. São tudo coisas famosas que nem todo mundo curte mas conhecem em algum grau.

Enfim, pra finalizar… pense sempre que se algo chegou até você sem nenhum grande esforço da sua parte é porque as chances já ser conhecido são bem grandes. E tente depois disso não se sentir grande divulgador de arte, porque você não é.

desabafo do dia.

Definitivamente há algo muito errado com as pessoas com as quais eu convivo.

Assim, qual a necessidade de fotografar qualquer coisa só para mostrar por ai? E ainda, pra que fotografar algo que você nem faz parte apenas para tentar se encaixar em algo que você nem participa ativamente?

Vou exemplificar. Comprar um livro, tirar fotos, postar no ig… mas não ler. Tirar fotos de cada livro* e postar nas redes sociais, mas encerrar o ano sem uma única leitura ativa. Vale ressaltar que essa pessoa em questão gosta de se ”sentir” inteligente, intelectualóide ou coisa do tipo, e acho que mostrar que comprou livros faça parte da fantasia dela. Também faz parte de seu perfil criticar tudo de forma generalizada, como se não fizesse parte daquilo, como se estivesse em um nível mais alto – o que não está.

Essa mesma pessoa também adora tirar várias fotos da caneca de café, para mostrar a caneca e o café. Não me pergunte o porque.

Ainda não percebi a necessidade disso, pra mim é uma tentativa de parecer algo que queria muito ser, mas que não consegue por n razões. Talvez seja para ficar mais parecida com as pessoas que admira e se inspira. Mas pra mim isso é tão estranho, como se fossem formas de ostentar coisas desnecessárias, algo meio ‘de que adianta fazer se ninguém for ver?’ Who knows?

Ou ainda, o problema pode ser todo comigo e eu que não consigo entender as pessoas por estar muito concentrada em mim mesma e achar que todos devam agir do mesmo jeito, sei lá, de uma forma meio blasé.

É, acho que é isso mesmo.

*livros não muito bons, diga-se de passagem.

sobre o frio e as kardashian/jenner.

Tenho estado mais preguiçosa do que nunca, o que significa que sair da cama já é um imenso esforço, e por isso tenho evitado hohoho. Brincadeiras a parte, infelizmente não posso me dar a esses luxos – esse mundo capitalista me obriga a trabalhar para comprar todas (algumas) aquelas coisas que eu quero, e gosto disso – mas bem que eu queria nesses dias frios, meus preferidos diga-se de passagem. [aqui eu não vou começar a lamentar pelas pessoas que gostam do calor, e divulgar a minha superioridade como pessoa que gosta do frio, da chuva, de café e de livros – coisas nada a ver mas que muita gente usa como critério de relevância – até porque o calorzinho é bom as vezes, sabe como é… paletas, vestidinhos, etc]

Quanta divagação! Mas olha, tô me sentindo meio recalcada em relação a Caitlyn Jenner aka Bruce Jenner. Que mulher linda que ela se tornou, you know, não se nasce mulher, torna-se, já dizia Simone. Só não aprovei o nome sem K… seriously Jenner?

Tá, eu nem sei porque tô escrevendo essas coisas, na verdade eu só queria fazer de conta que tenho algo pra dizer.

sobre jogostempo e sono.

Nada é tão desafiador nessa vida quanto remover jogostempo de seu navegador.

Jesus! Eu tô tentando há duas semanas eliminar essa praga de meu note e consequentemente de minha vida e nada. Na-da.

Mas tem algo bom nisso tudo, comecei a acessar o regedit e tô adorando deletar as entradas da pasta domain. Tá sendo uma terapia pra mim.

A essas alturas do campeonato já roubaram todas as minhas senhas… e eu tô preferindo dormir a ter de lidar com tudo isso.

Sabe como é né, pra que se preocupar se é tão mais fácil só dormir?

Falando em campeonato… xá pra lá. Bom sono!

mistérios.

Ainda estou tentando entender o motivo de tanto alarde sobre aquele homem que não abandonou o filho com síndrome de down.

Na minha humilde opinião isso é esperado, alias, é obrigatório que pais se responsabilizem por seus próprios filhos.

”Ah mas mimimi a mãe, mimimi” – relô ôu, quantos casos de filhos criados por mães você conhece? E o inverso, filhos criados apenas por pais? Pois é.

E esses casos geraram algum tipo de comoção? Não mesmo.

acontecimentos do mês.

O ano nem bem começou e já vemos que ele não está a passeio.

Dia 07 de janeiro teve o atentado terrorista no prédio do jornal Charlie Hebdo o que resultou na morte de 8 jornalistas.

Bom, não vou entrar nos méritos do quão polêmico aquele jornal é, e do quão extremistas os responsáveis pelo atentado são, suas motivações e afins, apenas direi que estou mais para CH do que para religiosidades e demonstrações desnecessárias dela.

O atentado já está sendo considerado como um dos maiores da história recente francesa e os jornalistas estão sendo considerados mártires. Se eu concordo com isso? Sim, o direito a liberdade de expressão deve ser garantido mesmo se ferir a crença de uma determinada parte da população. Penso que se não estimula a violência é válido e vamos combinar que uma chargezinha não deveria causar tanto estrago assim na vida das pessoas.

Também vale ressaltar que os verdadeiros alvos e inimigos de CH não é o islam e sim a extrema-direita francesa que, entre outras coisas, organiza passeatas com o objetivo xenofóbico de expulsar árabes do país.

Há alegações de racismo e afins, mas tudo deve ser interpretado como uma forma de protesto já que CH não cria, apenas representa o que já foi noticiado através de charges provocativas e sarcásticas.

Bom, se algo o ofende você tem três opções… guardar para si sua ofensa, se manifestar publicamente de forma escrita ou falada ou buscar meios legais para resolver isso. Veja que nessas opções não consta ”abrir fogo contra pessoas que pensam contrário a você”.

Há também aqueles que não pensam assim, consideram desrespeito e que a crença alheia é sagrada. Sim, é sagrada, para eles não para todos.

De qualquer forma há pessoas que não concordam com a abordagem de CH, e apresentam muitos bons argumentos para isso, eu aceito todos mas sigo pensando da forma contrária.

É necessário para o mundo um jornal polêmico como CH e a França é o único lugar que poderia abriga-lo.

O segundo acontecimento segue a mesma linha do primeiro e diz respeito ao massacre que aconteceu na Nigéria pelo grupo extremista Boko Haram.

Muito pouco noticiado e quase nada manifestado, assim, não vi passeatas e nem postagens do tipo ”je suis nigérian”.

Ninguém parou para eles, mais de 2000 pessoas mortas e quase ninguém se importa.

Até mesmo o presidente nigeriano se manifestou sobre o atentado de Paris, apesar de raramente comentar o que ocorre em seu próprio país.

Ano passado o presidente distribuia iphones banhado a ouro no casamento de sua filha enquanto nas áreas mais pobres da Nigéria meninas eram sequestradas, pessoas eram mortas, ataques terroristas com mulheres bombas e fuga em massa de pessoas para países vizinhos aconteciam. A pobreza crescente e perpetuadora da violência contrastando com a riqueza do casamento.

Pobres nigerianos, vitimas da falta de interesse publico, da falta do interesse do mundo corporativo, da falta de interesse das autoridades de países ricos.

A terceira noticia quente dessa semana é a execução do brasileiro condenado a morte na Indonésia.

A data marcada é para o próximo dia 18 na Indonésia… ou seja, para hoje no horário de Brasilia.

Polêmicas a parte, o governo brasileiro fez várias tentativas de evitar a execução mas todas falharam. Junto com ele há pelo menos mais 6 homens de outros países que estão no mesmo hall dos que aguardam a aplicação da sentença.

Mas há pelo menos 64 homens condenados a morte na Indonésia por tráfico, todos tem tido seus apelos negados e nem mesmo tentativas de negociação enviadas pelos representantes de seus países estão sendo consideradas.

O governo indonésio não está para brincadeiras. Eles querem mandar uma mensagem clara para traficantes que planejam se aventurar por áreas indonésias futuramente.

Deixando de lado toda aquela conversinha de que eles assumiram o risco, de que estavam cometendo um crime e que sabiam que as leis anti-trafico de lá são das mais severas… eu não concordo.

Só que vou deixar minhas palavras sobre isso em um outro post.