ismos.

Sabe aquelas sensações que vão aparecendo do nada e mexendo com nossos sentimentos? Então!

Essa semana tem sido um turbilhão de sentidos, já passei pela nostalgia, pelo saudosismo e agora estou contemplando o dózismo – ato ou efeito de sentir dó – palavra que inventei agora.

Não, não é sentir dó pura e simplesmente, é se mortificar pela situação de alguém e sentir por ela, ter empatia.

Tudo bem que na situação apresentada, a pessoa é de certa forma responsável pela sua própria situação, mas eu realmente não consigo deixar de lamentar pela pessoa. Eu já passei por situações de desespero e desesperança, então eu sei como é ruím, não gostaria de ver ninguém assim, tentar ajudar, sei lá.

Mas a verdade é que eu não posso, não sei o que fazer e nem se tem algo que eu poderia fazer, tô tentando pensar em algo, mas pensar não é o meu forte. Infelizmente!

Em relação aos outros sentimentos do turbilhão da semana, deixa pra lá.

ceticismo e afins.

Olha só, uma das coisas de que podem me acusar é de ser cética e de, ao menos tentar, pensar com racionalidade.

É por isso que eu dificilmente acredito em teorias conspiratórias, etc. Na verdade nunca encontrei uma boa o suficiente para acreditar, mas enfim.

Agora mesmo acabei encontrando por acaso um canal no youtube que postou alguns vídeos falando sobre algumas famosas teorias. As de sempre, atentado 11/09, Paul Mccartney morto, Lady Di assassinada, Elvis vive. Tudo bullshit!

Nesse mesmo canal tinha um vídeo postado pra falar sobre o misterioso caso da passagem de Dyatlov – google it – que é um caso bem interessante em pelo menos um ponto (o motivo pelo qual eles tiveram de sair das barracas sem estarem vestidos pra temperatura externa).

Acontece que o vídeo em questão praticamente só comentava sobre um ”mockumentary” (documentários falsos que misturam ficção e realidade, como o famigerado sereias, e o dos dragões e megalodon) do DC que discorria sobre o assunto e finalizava concluindo que os montanhistas haviam na verdade sido atacados por um Menk, ou yeti, russo. Dá pra acreditar nisso?

O meu ponto é o seguinte… como é mais plausível alguém acreditar que existe um ser humanóide de 3 metros de altura vivendo em um local remoto – mas não tão remoto assim a ponto de não nenhuma pessoa vivendo lá – do que em pessoas morrendo de hipotermia?

Really? Tá, vamos supor que antigamente algumas espécies pudessem passar despercebidas, principalmente as marinhas, mas hoje em dia, com satélites, exploradores querendo de todo jeito catalogar espécies novas e conseguir incentivo financeiro para pesquisas, etc, isso fica bem difícil de aceitar. Lembrando que o caso citado ocorreu na década de 50/60.

E sempre acabam finalizando o assunto dizendo que o governo brecou as pesquisas e destruiu os documentos ou que a informação vai ser divulgada aos poucos e bla bla bla. Sempre a mesma ladainha!

Assim, por qual motivo o governo manteria uma nova espécie escondida? Tipo, vamos supor que os yetis existam mesmo e vivam nas áreas congeladas da Rússia, e que algumas pessoas já o registraram mas o governo tem mantido sigilo sobre o caso, porque um explorador cientista aceitaria isso? Jamais aceitariam. A comunidade científica não quer esconder, eles querem divulgar e conseguir reconhecimento na área, é para isso que eles existem, para descobrir algo. Tá, pode haver alguma exceção nesses casos, mas não sei como a descoberta de um yeti poderia prejudicar o governo de um país, na verdade só ajudaria, imagina, eles poderiam explorar a nova descoberta, fazer como a Austrália com os cangurus e a Nova Zelândia com os kiwis.

Cadê o senso critico dessas pessoas que nem vão pesquisar sobre opiniões divergentes para contrabalancear e ver quais são as mais plausíveis?

Um outro exemplo é o do HC, no programa Alienígenas do passado onde eles consideram que tudo do mundo antigo foi construido por aliens quando na verdade tudo é perfeitamente possível de ser produzido com algumas ferramentas tais como fio de cobre, alavancas, etc.

É muito sensacionalismo barato e muita gente alienada com preguiça de buscar novas informações. Cansativo!

O meu pensamento é: se algo precisar de muita elaboração como por exemplo países fazendo acordos escondidos e envolvendo muita gente, muito dinheiro, muitos projetos secretos, criaturas sendo escondidas por séculos ou invasões alienígenas, é por que as chances de serem ficção são grandes. Na duvida, sempre vá pelo caminho mais fácil. Por isso que pra mim é muito mais fácil aceitar que atentados terroristas são atentados terroristas e não conspirações internas de um país pra achar uma desculpa para invadir um outro e então chegar a outro para roubar petróleo – que já havia sido invadido anteriormente por outros motivos bem mais caras-de-paus do que isso.

Mas claro, a realidade é bem chatinha mesmo, mas é o que temos, e é por isso que eu leio muitos livros de ficção.