acontecimentos do mês.

O ano nem bem começou e já vemos que ele não está a passeio.

Dia 07 de janeiro teve o atentado terrorista no prédio do jornal Charlie Hebdo o que resultou na morte de 8 jornalistas.

Bom, não vou entrar nos méritos do quão polêmico aquele jornal é, e do quão extremistas os responsáveis pelo atentado são, suas motivações e afins, apenas direi que estou mais para CH do que para religiosidades e demonstrações desnecessárias dela.

O atentado já está sendo considerado como um dos maiores da história recente francesa e os jornalistas estão sendo considerados mártires. Se eu concordo com isso? Sim, o direito a liberdade de expressão deve ser garantido mesmo se ferir a crença de uma determinada parte da população. Penso que se não estimula a violência é válido e vamos combinar que uma chargezinha não deveria causar tanto estrago assim na vida das pessoas.

Também vale ressaltar que os verdadeiros alvos e inimigos de CH não é o islam e sim a extrema-direita francesa que, entre outras coisas, organiza passeatas com o objetivo xenofóbico de expulsar árabes do país.

Há alegações de racismo e afins, mas tudo deve ser interpretado como uma forma de protesto já que CH não cria, apenas representa o que já foi noticiado através de charges provocativas e sarcásticas.

Bom, se algo o ofende você tem três opções… guardar para si sua ofensa, se manifestar publicamente de forma escrita ou falada ou buscar meios legais para resolver isso. Veja que nessas opções não consta ”abrir fogo contra pessoas que pensam contrário a você”.

Há também aqueles que não pensam assim, consideram desrespeito e que a crença alheia é sagrada. Sim, é sagrada, para eles não para todos.

De qualquer forma há pessoas que não concordam com a abordagem de CH, e apresentam muitos bons argumentos para isso, eu aceito todos mas sigo pensando da forma contrária.

É necessário para o mundo um jornal polêmico como CH e a França é o único lugar que poderia abriga-lo.

O segundo acontecimento segue a mesma linha do primeiro e diz respeito ao massacre que aconteceu na Nigéria pelo grupo extremista Boko Haram.

Muito pouco noticiado e quase nada manifestado, assim, não vi passeatas e nem postagens do tipo ”je suis nigérian”.

Ninguém parou para eles, mais de 2000 pessoas mortas e quase ninguém se importa.

Até mesmo o presidente nigeriano se manifestou sobre o atentado de Paris, apesar de raramente comentar o que ocorre em seu próprio país.

Ano passado o presidente distribuia iphones banhado a ouro no casamento de sua filha enquanto nas áreas mais pobres da Nigéria meninas eram sequestradas, pessoas eram mortas, ataques terroristas com mulheres bombas e fuga em massa de pessoas para países vizinhos aconteciam. A pobreza crescente e perpetuadora da violência contrastando com a riqueza do casamento.

Pobres nigerianos, vitimas da falta de interesse publico, da falta do interesse do mundo corporativo, da falta de interesse das autoridades de países ricos.

A terceira noticia quente dessa semana é a execução do brasileiro condenado a morte na Indonésia.

A data marcada é para o próximo dia 18 na Indonésia… ou seja, para hoje no horário de Brasilia.

Polêmicas a parte, o governo brasileiro fez várias tentativas de evitar a execução mas todas falharam. Junto com ele há pelo menos mais 6 homens de outros países que estão no mesmo hall dos que aguardam a aplicação da sentença.

Mas há pelo menos 64 homens condenados a morte na Indonésia por tráfico, todos tem tido seus apelos negados e nem mesmo tentativas de negociação enviadas pelos representantes de seus países estão sendo consideradas.

O governo indonésio não está para brincadeiras. Eles querem mandar uma mensagem clara para traficantes que planejam se aventurar por áreas indonésias futuramente.

Deixando de lado toda aquela conversinha de que eles assumiram o risco, de que estavam cometendo um crime e que sabiam que as leis anti-trafico de lá são das mais severas… eu não concordo.

Só que vou deixar minhas palavras sobre isso em um outro post.

apenas um dia comum.

Acordei hoje na vibe da faxina – coisa que raramente ocorre, uma vez a cada dois anos talvez – e aproveitei que estou sozinha em casa e que a moça que trabalha aqui há muito não me deixa orgulhosa, enfim.

Sai para comprar um produto pra passar na parede.

Fui direto para onde minha mãe está acostumada a comprar, o lugar fica perto de casa.

Comprei, paguei 8,50.

Saindo de lá passei em frente a um outro lugar, duas portas de distância… o mesmo produto estava por 4,50.

Droga, eu devia ter deitado e esperado a vontade passar.

PS. não ganhei na mega sena da virada, tá difícil viver nesse mundo, viu.